20/02/2017

Doença do rato - saiba tudo sobre a leptospirose em cães

 

Ao falarmos de doenças infecciosas de cães, as primeiras enfermidades que nos vem à cabeça são a cinomose e a parvovirose, que são de fato, as mais comuns. Mas engana-se quem pensa que o risco que os cãezinhos correm é somente esse. Hoje vamos falar sobre a Leptospirose canina. Será que o seu animal corre riscos?

 

O QUE É A LEPTOSPIROSE?
A leptospirose é uma doença fatal de grande importância, também conhecida como “doença da urina do rato”, que pode ser transmitida por roedores, bovinos, cães e outros animais. É uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira, que possui mais de 250 sorovares, agrupados em sorogrupos, ou seja, são bactérias divididas de acordo com suas características antigênicas. Essa doença, que atinge de forma grave os rins e o fígado, é uma zoonose e pode ser transmitida do animal para o homem.

 

COMO A DOENÇA É TRANSMITIDA?
A transmissão pode ocorrer de forma direta ou indireta e normalmente o cão se contamina ao entrar em contato com o principal transmissor (rato) ou sua urina. Já o homem, na maior parte dos casos, cerca de 80%, se infecta pelo contato com água contaminada com leptospiras provenientes da urina de algum animal infectado (cão ou rato, por exemplo); ou diretamente pela manipulação de tecidos, ingestão de alimentos ou água contaminada.
A Leptospira pode penetrar na pele íntegra, pele com pequenas feridas ou mesmo nas mucosas. A inalação de aerossol contaminado também pode transmitir a doença. E tanto as espécies domésticas, como as silvestres são capazes de adquirir a infecção e se tornar portadoras, além de importantes fontes de transmissão, inclusive para o homem.
O cão principalmente, por seu contato íntimo com as pessoas, se torna a principal fonte de leptospirose humana, podendo eliminar leptospiras viáveis na urina, ainda que não manifeste nenhum sintoma. Um fator muito importante que facilita a transmissão do rato para o cão é o fato da ração do pet ficar exposta no comedouro durante toda a noite, além dos sacos de ração ficarem armazenados abertos ou em local de fácil acesso aos roedores. Essas situações são responsáveis por atraí-los e facilitar a transmissão ao pet. Portanto, fica aqui um alerta e a dica para ter mais cuidados com essas situações!

 

 

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA LEPTOSPIROSE CANINA?
O surgimento dos sintomas pode variar bastante, indo desde casos assintomáticos, sinais leves ou até mesmo complicações que levam o animal à morte. A gravidade, portanto, varia de acordo com a idade do pet, resposta imune, status vacinal, sorovar envolvido e outras variantes.
Muitas vezes, a leptospirose canina pode passar despercebida, pois os animais possuem sintomas muito inespecíficos e que se confundem com várias outras doenças. Quando os sinais mais clássicos são notados, como a famosa “icterícia”, que ocorre quando o pet fica com as mucosas e pele amareladas, isso significa que a doença provavelmente já está em um quadro mais avançado.
Apatia, diarreia, vômito, fraqueza, emagrecimento e febre costumam ser os primeiros sintomas. Já a dor abdominal, a dor lombar e as petéquias (que são pequenos pontinhos avermelhados na pele) podem indicar que a doença está evoluindo. Em casos mais graves, o pet pode ter sintomas de insuficiência renal e danos hepáticos, com icterícia, poliúria, polidipsia e outros.

 


“MEU CACHORRO ESTÁ AMARELO – O QUE EU FAÇO? ”
O sintoma de icterícia, responsável por deixar a pele e as mucosas amareladas, pode ser um sinal de leptospirose em um quadro mais evoluído. Nesses casos, o ideal é levar o pet o quanto antes ao veterinário para examiná-lo e fazer o diagnóstico. Nenhum tratamento deverá ser feito sem orientação do profissional.

 

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO
É extremamente importante que os tutores entendam o risco que podem correr ao não vacinar seu cachorrinho, deixando seus pets suscetíveis e aumentando o risco de infecção, até para si mesmos. A vacinação contra leptospirose não protege apenas os cães, mas também diminui as chances de os humanos serem acometidos.
A vacinação do cão contra a Leptospirose normalmente é feita junto com as chamadas vacinas múltiplas. Porém, animais que estão mais expostos aos riscos devem receber reforços mais frequentes, de acordo com a indicação do médico veterinário. Cães que vivem em áreas próximas a lagos, lama e áreas de alagamentos estão mais suscetíveis, principalmente em alagamentos, pois a água da chuva invade bueiros e traz para fora a urina de ratos, contaminando o ambiente que o animal e o homem vivem, além de contaminarem os alimentos e a água.
Um outro fator muito importante com relação à prevenção é que como existem muitos sorovares e sorogrupos de leptospira espalhados em todas as regiões do Brasil, e quando o animal é vacinado contra um sorovar ele não protege contra os outros tipos, é necessário que a vacina tenha, pelo menos, os mais importantes em cada região. E como nem sempre é possível detectá-los, o ideal é que a vacina contemple proteção contra o maior número de sorovares existentes no local, conforme recomenda a Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais (WSAVA, 2016):

“Quando uma vacina contra a leptospirose é usada em cães em alto risco, deve ser usada a vacina comercial que contém todos os sorogrupos que causam a doença no cão naquela região, se disponível. [...] Para as vacinas contra a leptospirose, os produtos multicomponentes podem oferecer maior proteção se sua formulação for baseada em evidência científica que justifique a inclusão de múltiplos sorogrupos na vacina.”

A vacina mais completa que existe hoje no mercado contra a Leptospirose canina é a Vencomax 12, que fornece proteção contra 6 doenças como a cinomose, parvovirose e outras, e mais 7 sorovares de Leptospirose, abrangendo os mais comuns de diversas regiões do país. Além disso, é a única que tem proteção contra dois sorovares importantíssimos no cão, a Leptospira hardjo e a Leptospira pyrogenes. Para saber onde comprar, acesse aqui.

 

E para finalizar, vale um lembrete: além de vacinar os pets, os tutores devem eliminar possíveis atrativos para os roedores, fazendo uma correta limpeza do ambiente e armazenando adequadamente os sacos de ração. Protegendo seu cão, você protege a sua família.

 

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